Cantigas da Aldeia
Freguesia da Labruja
É pequena, mas tem graça
Tem uma fonte no meio
Dá de beber a quem passa.
Freguesia da Labruja
Ao longe parece vila.
Tem um cravo na entrada
Uma rosa na saída.
Hei de fechar a Labruja
Com sete metros de chita
À porta do meu amor
Quer pô-la mais bonita.
É pequena, mas tem graça
Tem uma fonte no meio
Dá de beber a quem passa.
Freguesia da Labruja
Ao longe parece vila.
Tem um cravo na entrada
Uma rosa na saída.
Hei de fechar a Labruja
Com sete metros de chita
À porta do meu amor
Quer pô-la mais bonita.
Quadras de São João
A faina do lavrador durava “tanto como o sol”, podendo, em certas ocasiões, cumprir-se sob a luzência das estrelas. Na ceifa do centeio, por exemplo, os ranchos de mulheres e de homens encetavam a labuta ainda de madrugada, lá pelas quatro horas, para evitarem o calor abrasante. De quando em vez cantavam a lida para ritmar o corte da planta, a golpe de foicinha, e para apressar o tempo. Transcrevemos, agora, algumas das quadras entoadas nas segadas de junho, mês normalmente reservado para a pesada tarefa:
São João era bom santo
Se não fosse tão velhaco
Foi com as moças à fonte
Levou três e trouxe quatro.
São João para ver as moças
Fez uma fonte de prata
As moças não vão lá
São João todo se mata.
Ó meu rico São João,
A tua capela cheira
Cheira a cravos, cheira a rosas,
Cheira a flor de laranjeira.
O meu São João Batista
Prometeu e há de dar
Carvalhos para dar sombra
Rapazes para namorar.
São João,
São Joãozinho,
Quando não posso com o maior
Trago o mais pequenino.
São João era bom santo
Se não fosse tão velhaco
Foi com as moças à fonte
Levou três e trouxe quatro.
São João para ver as moças
Fez uma fonte de prata
As moças não vão lá
São João todo se mata.
Ó meu rico São João,
A tua capela cheira
Cheira a cravos, cheira a rosas,
Cheira a flor de laranjeira.
O meu São João Batista
Prometeu e há de dar
Carvalhos para dar sombra
Rapazes para namorar.
São João,
São Joãozinho,
Quando não posso com o maior
Trago o mais pequenino.
Fontes:
Emília Meneses e Maria Nunes, moradoras na Labruja.
PIMENTEL, Alberto – As alegres canções do Norte [Em linha]. Lisboa: Livraria Viuva Tavares Cardoso, 1905. [Consult. 23 mar. 2023]. Disponível na Internet:< https://archive.org/details/asalegrescan00pimeuoft/page/n7/mode/2up?view=theater&q=aurora>

