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O linho

O linho (Linum usitatissimum ) é uma planta herbácea que chega a atingir um metro de altura e pertence à família das lináceas. Compõe-se basicamente de uma substância fibrosa, da qual se extraem as fibras longas para a fabricação de tecidos. Em Portugal destaca-se a produção das seguintes qualidades de linho: o linho galego e o linho mourisco.

" As voltas que o linho dá "

Harmonizando o saber antigo, conservado nos gestos repetidos ao longo de gerações, a produção de trabalhos em linho representa um importante e valioso património cultural que luta pela sobrevivência com o aparecimento de tecidos modernos e de formas mais lucrativas de confecção.

sementeira

Semeado e mondado por homens. O campo de linho chama-se linhal.

Arrincar

Arrinca-se o linho (colher o linho) e tira-se-lhe a linhaça.

alagar

Alagado na ribeira durante oito dias. Por ser leve, o linho é enterrado na areia da ribeira ou colocam-se pedras em cima para a água não o levar. É retirado para se enxugar estendido no campo durante dois dias.

espadelagem

O linho é Maçado com uma maça ou pau, batem-no numa pedra e fazem-se molhinhos. Depois estes molhos são gramados (muito pisados até ficar em fios) e de seguida espadelado (libertação da fibra do linho da parte lenhosa).

sedeiro

O linho é depois asseado num sedeiro de ferro. Este processo separa as fibras de acordo com o seu comprimento: sai a estopa (fibras mais curtas e grosseiras) e fica o linho (fibras mais longas e nobres).

maçarocas

Do sedeiro são formadas maçarocas de linho que passam depois para as fiadeiras.

fiar

As fiadeiras puxam mechas de fibra das maçarocas e com a ajuda do fuso e da roca formam o fio do linho. Dos fios de linho obtidos formam-se as meadas no sarilho.

tecer

Depois de passarem por um processo de branqueamento e secas, as meadas são convertidas em novelos. Estes novelos são usados para preparar o tear (instalar a teia, as canelas e a lançadeira).

A Dona Emília

Nascida e criada na Labruja, numa família tradicional ligada ao trabalho da terra. Todos os dias a rotina era a mesma: levantar cedo, alimentar os animais e depois partir para a labuta do campo. Consoante a estação do ano os trabalhos eram diferentes e tinha que se andar de acordo com o sol e a chuva. A família da Dª Emília, como muitas outras na Labruja, dedicavam-se à cultura do milho, centeio e do linho. Este último muito importante, pois durante anos era a única forma que os habitantes dos meios rurais tinham para puderem fazer roupas de casa e pessoais. O trabalho do linho era e é minucioso e que exige muita dedicação e o envolvimento de toda a família. Após a sementeira do linho em janeiro, altura na qual se semeava o linho mourisco e depois novamente em março que se semeava o galego. O trabalho era para todo o ano, pois desde de que as sementes vão para os poços até se obter o fio para tecer, muitas etapas tem de ser executadas, e toda a família ajudava, desde os pequenos até aos graúdos, os serões eram passados entre meadas de fios de linho e convívio entre avós, pais e filhos. Eram feitas nestes serões magnificas peças de artesanato e toda a roupa para o uso doméstico.
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